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Encontro de literatura infantil de Pombal quer criar melhores promotores da leitura

O Encontro de Literatura Infantojuvenil de Pombal, no distrito de Leiria, que decorreu de quarta-feira até hoje, recebeu 150 pessoas de todo o país, num evento que procura, há 14 edições, formar melhores promotores da leitura.

Ao longo de cinco dias, a cidade de Pombal recebeu 150 pessoas, entre professores, educadores de infância e bibliotecários, e 30 convidados, num encontro que procura afirmar-se como um espaço de debate e aprendizagem, em torno da promoção da leitura, disse à agência Lusa a programadora do evento, Sónia Fernandes.

Durante o encontro “Caminhos de Leitura”, passaram pelo Teatro-Cine de Pombal escritores e ilustradores como Roger Mello, Ondjaki, António Torrado, André da Loba, Danuta Wojeciechowska e Valter Hugo Mãe, especialistas da área, como os brasileiros Maurício Leite e Benita Prieto ou o espanhol Jose Cañas.

O objetivo do evento, segundo Sónia Fernandes, passa por dotar professores, educadores e bibliotecários de melhores ferramentas e estratégias para “abordar o livro e a leitura junto da comunidade”, cativando mais leitores.

Ao longo dos cinco dias, houve 18 horas de formação para os inscritos, que vieram de todos os pontos do país, havendo “fiéis” que acompanham o encontro desde a sua primeira edição, sublinhou.

“Em 14 anos, mudou muita coisa na promoção da leitura”, realçou Sónia Fernandes, considerando que hoje já se dá outra importância à figura do “mediador”, que está entre o livro e o leitor.

A promoção do livro era feita através da representação, “com recurso a alguns livros”, sem que o técnico “tivesse formação específica”, recordou, sublinhando que hoje já há outra visão em torno do trabalho dos professores e técnicos, apostando-se em diferentes plataformas e meios para se promover a leitura.

As mudanças de abordagem estiveram presentes no programa do encontro, abordando-se a animação do livro, “aplicada aos recursos digitais”, a poesia, o teatro e a poesia virtual, afirmou Sónia Fernandes.

Este ano, a estrutura do evento foi alterada, tendo o encontro sido dividido em quatro “apeadeiros”.

Houve um “apeadeiro” focado na formação, outro dedicado à ilustração, com três núcleos expositivos onde foram exibidas 250 obras, um “Apeadeiro da Leitura”, com uma feira do livro especializada, por onde passaram 1.200 crianças, e o “Apeadeiro da Memória”, que funcionou como um festival de narração oral.

O formato “será para continuar para o ano”, avançou Sónia Fernandes, salientando que o grande desafio do encontro passa agora por ganhar “mais visibilidade”.

“Temos tido excelentes convidados, do melhor a nível nacional e internacional. O trabalho, já o realizamos, mas a visibilidade não a temos, talvez por ser numa cidade pequenina, como é Pombal”, afirmou Sónia Fernandes.

 

JYGA // MAG – Lusa

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